sábado, 30 de abril de 2016

Para Fazer um Caminho...

Em 2014, resolvi que faria o Caminho de Santiago. Não consigo de maneira alguma me lembrar de onde saiu a ideia. Não sou religiosa... não curto Paulo Coelho... e nem conhecia a Espanha. Só sei que iniciei um treinamento pesado para fortalecimento muscular e condicionamento físico. Academia. Um porre. Odeio, mas, fiz. Camelei meses ao lado das ciclovias de São Sebastião e Ilhabela. Fiz várias trilhas pesadas da região (peguei gosto!). Sabia que seria uma experiência única, do tipo que a maioria dos amigos e familiares chamam de loucura.
E um ano depois, em junho de 2015, lá fui eu para uma cidadezinha no sul da França chamada Saint Jean Pie de Port. Foram  775 km pelo Caminho Francês até Santiago de Compostela e depois mais uns tantos até Finisterre.  Morros, montanhas, campos, desertos, (eles chamam de mesetas) vales, trilhas, autopistas, hortas, plantações ... chuva, frio e calor de matar. Dormindo em albergues, a pé e carregando minha mochila. Levei 40 dias. 40 maravilhosos dias.
Centenas de kilômetros depois, com dezenas de novos amigos de infância, algumas bolhas e certamente muito mais minha amiga, cheguei ao final da peregrinação sabendo que nada seria como antes. E que teria muitas saudades do Caminho de Santiago. Eu estava certa.  

Sendo assim... Vou de novo! A partir do dia 5 de maio estarei na rota chamada Via de La Plata. Sai de Sevilha e se funde com o Caminho Frances nos arredores de León, totalizando 1.000 km redondinhos até Santiago. Esta rota além de mais longa, é menos frequentada por conta da dureza das etapas. Algumas chegam a quase 40 km por dia... 






Mas, vamos lá. Como disse Amyr Klink,  “ Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.”
E eu também preciso.

As fotos desta postagem se referem ao Caminho Francês, realizado em junho/julho de 2015

8 comentários:

Marcia Piazza disse...

Orgulho da minha amiga, estarei com você em cada passo. Siga com Deus. Bjs com amor.

Anônimo disse...

Amigaaaaa, q delícia!!!!! Voltei no tempo, lendo sua msg, relembrando de qdo nos conhecemos, o caminho me presenteou pessoas maravilhosas, vc é especial, sempre positiva e alegre. Ficaremos na torcida e em algum momento, durante o Caminho, mentalize algo positivo p nós (eu e Tairo) e p o Brasil tb. Ihuuuuuu muito feliz por vc, logo qro fazer o Caminho novamente. Buen camino
���� Guilhermina

sonia lopes disse...

Obrigada minhas queridas. Toda a energia do Caminho para nós e nosso País. :)

Carmem Silvia De Macedo disse...

Fazer o que quer,como quer,qdo quer é para poucos. É para os fortes,disciplinados, determinados e amorosos. Estarei com vc daqui. Bj em seu livre coração. Bom caminho.

sonia lopes disse...

Aí,que bom isso! Obrigada!

zé américo câmera disse...

Muito bom o texto.... fico na torcida de uma excelente viagem. bjs

sonia lopes disse...

Obrigada Zé!

sonia lopes disse...

Já estou com saudade!